Aplicação de terpenos como agentes analgésicos: uma prospecção tecnológica

Authors

  • Marlange Oliveira
  • Alysson Barreto
  • Lucindo Quintans Júnior
  • Adriana Guimarães

DOI:

https://doi.org/10.7198/geintec.v4i4.554

Abstract

A dor, classificada como 5º sinal vital, é o principal motivo da procura de assistência à saúde e do consumo de medicamentos, além de impactar diretamente na qualidade de vida e nas atividades laborais do portador. Por estas razões, a busca por moléculas eficazes para o controle de condições álgicas e baixos efeitos colaterais tem crescido ao longo dos anos. As plantas e seus compostos derivados sempre forneceram alternativas para o controle da dor e, posteriormente, para o desenvolvimento de fármacos analgésicos. Neste contexto estão inseridos os terpenos, os quais são dotados de diversas atividades farmacológicas, inclusive propriedades analgésicas. Desta forma, o objetivo desse estudo foi realizar um rastreamento dos depósitos de patentes sobre o efeito analgésico de terpenos até o momento. Para isso, a busca foi realizada no Banco Europeu de Patentes, no banco da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, no Escritório Americano de Marcas e Patentes e no banco de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Brasil. Foram encontradas 39 patentes, publicadas entre 1979-2014. O maior número de patentes foi para os monoterpenos e sesquiterpenos. Os países com maior número de patentes foram os Estados Unidos e a China. Os principais depositantes foram indústrias e universidades e os CIPs mais abundantes foram a A61K e A61P. Foi possível verificar um crescente interesse em desenvolver novos fármacos contendo terpenos para o controle da dor. No Brasil, as dificuldades encontradas no processo de patenteamento podem ter contribuído para o seu baixo desempenho.

Published

2014-12-02

Issue

Section

Artigos (Ativos de 2011 até 2014)