Estudo prospectivo da própolis e tecnologias correlatas sob o enfoque em documentos de patentes depositados no Brasil

Authors

  • Bruna Aparecida Souza Machado Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
  • Lindaiá Santos Cruz Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
  • Silmar Baptista Nunes Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
  • Marcelo Andres Umsza Guez Possui graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual Paulisata Jùlio de Mesquita Filho UNESP-SP (1998) e mestrado em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual Paulisata Jùlio de Mesquita Filho UNESP-SP (2004), doutorado no mesmo programa (2009). Tem experiência na área de Engenharia de Alimentos, com ênfase em Bioengenharia, enzimologia, atuando principalmente nos seguintes temas: manipueira, lodo ativado, tratamento aeróbio, batelada sequencial e fungos filamentosos, produção enzimática em fermentação em estado solido em reator de bancada. Atualmente, trabalha no SENAI-Salvador na área de Alimentos e Bebidas.
  • Francine Ferreira Padilha Universidade Tiradentes

DOI:

https://doi.org/10.7198/geintec.v2i3.45

Abstract

A própolis é um produto natural elaborado a partir de secreções de árvores, flores, folhas e pólen, recebendo ainda a adição de substâncias secretadas pelo metabolismo glandular das abelhas. Devido à importância farmacológica, terapêutica, científica e econômica deste produto, o objetivo deste trabalho foi analisar as potencialidades, características e evolução das competências tecnológicas, traduzidas através de dados estatísticos de patentes depositados no Brasil, no que diz respeito aos processos de extração e obtenção de compostos ativos da própolis, bem como suas aplicações industriais a partir da elaboração de novos produtos. O termo documento de patente abrange pedidos de patente publicados ou patentes concedidas. A pesquisa foi realizada a partir de palavras-chave do tema na base de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial. O primeiro documento de patente identificado foi de 1992, tendo como o país de origem o Japão. Do universo de patentes depositadas 94% são de residentes e 6% de não residentes. Em relação à tecnologia protegida os inventores independentes são os maiores depositantes, seguida das empresas e universidades. Apesar de o Brasil ser um dos maiores exportadores mundiais da própolis, este não é considerado como um mercado atraente e competitivo para a proteção desta tecnologia por outros países.

Author Biographies

Bruna Aparecida Souza Machado, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Possui graduação em Farmácia - Análises Clínicas (2009) pela Universidade Federal da Bahia e Mestrado em Ciências de Alimentos (2011), pela mesma Instituição. Atualmente é aluna de doutorado em Biotecnologia do RENORBIO pela Universidade Federal de Sergipe.. Participa do Grupo de Pesquisa de Alimentos e Bebidas do SENAI e Análises de Alimentos, Produção e Caracterização de Biofilmes e Biopolímeros da UFBA.Possui 3 pedidos de Patentes de Invenção (PI) solicitadas ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos e Propriedade Intelectual. Durante todo o período de graduação foi bolsista e participou de projetos de Pesquisa e de Extensão e da publicação de artigos científicos, orientados por Drª Janice Izabel Druzian no Laboratório de Pescados e Cromatografia Aplicada - LAPESCA, da Faculdade de Farmácia - UFBA.Tem domínio da utilização das técnicas de Cromatografia, principalmente a gasosa (CG-DIC) e a líquida (HPLC). Ganhou o 1º Lugar no Concurso Idéias Inovadoras, na categoria Pesquisadores, promovido pela Fapesb em 2010

Lindaiá Santos Cruz, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Possui graduação em Tecnologia em Processos de Polimerização pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (2011)

Silmar Baptista Nunes, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Graduado em Engenharia de Alimentos, mestre na área de desenvolvimento de processos industriais pela UFSC, pós-graduado em MBA Executiva em Gestão de Projetos pelo SENAI e doutorando em Engenharia de Alimentos na Unicamp. Consultor e auditor do Programa de Alimentos Seguros (PAS). Consultor do Núcleo Estratégico do SENAI BA, coordenador de projetos de inovação em diversas áreas de conhecimento. Analista de processo tecnológico com experiência em assessoria e consultoria para indústrias de alimentos, experiência em prospecção de negócios para novos clientes; na implantação/auditoria de programas de qualidade; no desenvolvimento de produtos; na otimização de processos; na aplicação do controle estatístico de processos e determinação de indicadores de produção e qualidade; na liderança de equipes e no planejamento, execução e gerenciamento de projetos por meio de ferramentas computacionais (MS Project). Docente dos cursos de Pós-Graduação da IES SENAI BA.

Francine Ferreira Padilha, Universidade Tiradentes

possui graduação em Ciências Biológicas pela UCPEL (1994), mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial pela UFPEL (1997) e doutorado em Ciência de Alimentos pela UNICAMP (2003). Atualmente é pesquisador do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), professora do Programa de Mestrado em Saúde e Ambiente da Universidade Tiradentes e do Programa de Doutorado da RENORBIO. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Multidisciplinar, Genética e Biologia Molecular, Biotecnologia; atuando principalmente nos seguintes temas: Modificação genética em microrganismos, produção de biopolimeros microbianos (xantana, diutana, levana...), desenvolvimento de novos produtos na área de alimentos, extração, caracterização e aplicação de produtos naturais.

Published

2012-09-21

Issue

Section

Artigos (Ativos de 2011 até 2014)