Conformidade das farinhas de mandioca tipo Copioba comercializadas nas feiras de Salvador (BA) com os parâmetros da legislação: uma contribuição à Indicação Geográfica (IG) do produto

Authors

  • Márcia Filgueiras Rebelo de Matos Universidade Federal da Bahia
  • Ícaro Ribeiro da Silva Cazumbá Universidade Federal da Bahia
  • Tácila Alcântara Mendonça Universidade Federal da Bahia
  • Luis Fernandes Pereira Santos Universidade Federal da Bahia
  • Itaciara Larroza Nunes Universidade Federal da Bahia
  • Janice Izabel Druzian Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.7198/geintec.v2i3.60

Abstract

A farinha de mandioca constitui um dos principais produtos da mandioca e o Vale da Copioba/BA ganhou notoriedade devido à grande produção de farinha de Copioba, sendo a de melhor aceitação no mercado, devido à identidade geográfica diferenciada. O objetivo deste trabalho foi identificar o grau de conformidade das farinhas de mandioca do tipo Copioba comercializadas em feiras de Salvador com os parâmetros exigidos por legislação, como uma contribuição à Indicação Geográfica (IG) do produto. Nove amostras de farinhas amarelas do tipo Copioba de 4 feiras distintas, foram analisadas e os valores comparados com a Legislação Brasileira. Constatou-se que a umidade (4,65 a 7,98%) foi o único parâmetro com 100% de conformidade (<13%); enquanto cinzas (0,65 a 1,70%), fibras (0,92 a 2,72%) e amido (78,99 a 90,55%) apresentaram 88,89%, 55,56% e 88,89% de conformidade, respectivamente. 33,33% das amostras foram consideradas pouco ácidas e 66,67% muito ácidas, com 1,81 a 2,44 e 3,21 a 4,71 meqNaOH/100g, respectivamente. 100% das farinhas foram enquadradas nos critérios de classificação granulométrica e somente 44,44% representou o percentual de atendimento a todos os critérios exigidos por legislação, sendo um dado de qualidade importante para uma futura IG. Apesar de nas feiras utilizar-se a lexia “de Copioba” para designar melhor qualidade, necessita-se comparar estes resultados aos de amostras coletadas em Casas de Farinhas do Vale do Copioba, e através da rastreabilidade garantir a identidade da farinha de Copioba, contribuindo para a chancela de um selo IG que a diferencie das demais farinhas pelo mercado consumidor.

Published

2012-09-22

Issue

Section

Artigos (Ativos de 2011 até 2014)