Monitoramento Tecnológico das Patentes do Etanol de Segunda Geração

Mirella Barros Diláscio, Cynthia Mendonça Barbosa, Andreza Tatiana Pereira dos Santos Jardim, Bruno Barros Diláscio, Paulo Henrique Lima Siqueira, Daniela Martins Diniz

Resumo


A importância da produção de etanol de segunda geração pelos países como uma das fontes alternativas ao petróleo tem aumentado à medida que se busca, incessantemente, por fontes de energia renováveis e menos poluidoras do meio ambiente. Nesse contexto, surge a indagação sobre o desempenho do Brasil no cenário mundial no que se refere às inovações relacionadas a esse tipo de etanol. Para responder a essa questão, este trabalho objetivou apresentar um monitoramento tecnológico de patentes ligadas ao etanol de segunda geração, por meio de informações obtidas na base de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e do Escritório de Patentes Europeu (EPO), de modo a verificar o desempenho do Brasil em relação à proteção de suas tecnologias no que diz respeito ao tema. De forma geral, pôde-se constatar, por meio deste estudo, que os depósitos de pedidos de patente envolvendo etanol de segunda geração ainda são pouco expressivos ao redor do mundo. O Brasil, especialmente, por ser o maior produtor de cana-de-açúcar, poderia aproveitar com maior efetividade esse fato e se desenvolver tecnologicamente no que diz respeito à produção deste tipo de etanol. De acordo com a pesquisa realizada na base do EPO, do total de pedidos identificados, apenas 5,17% corresponde ao Brasil. Tal resultado evidencia a necessidade do país em melhorar seu desempenho na temática, de forma a não perder a oportunidade de se tornar referência na produção de etanol de segunda geração.

Palavras-chave


E2G; patente; etanol de segunda geração; cana-de-açúcar.

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DOI: https://doi.org/10.7198/geintec.v10i3.1441

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